"Reskilling": O futuro do trabalho não acontece por acaso
Há uma palavra que se tornou omnipresente nas organizações: reskilling.
Está nos planos estratégicos, nas conferências, nos programas de formação e nos discursos sobre o futuro do trabalho. Afinal, perante a velocidade vertiginosa da transformação tecnológica e da Inteligência Artificial, parece evidente que precisamos de ajudar as pessoas a adquirir novas competências.
Talvez seja importante, perante a vertigem da velocidade, parar. Pensar. Enquadrar.
Talvez estejamos tão focados em desenvolver competências que nos esquecemos de responder a uma questão anterior e essencial: para quê?
Assistimos ao debate sobre o futuro do trabalho centrado nos empregos. Que profissões vão desaparecer? Que funções vão surgir? Que competências serão necessárias?
São perguntas relevantes. Mas, cada vez mais, parecem insuficientes.
A Inteligência Artificial não está simplesmente a substituir profissões. Está a transformar o trabalho tarefa a tarefa, decisão a decisão, interação a interação. Uma função é, na realidade, uma combinação de atividades, responsabilidades, conhecimento, relações e capacidade de julgamento. E cada um........
