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Alimentar o afeto: o que os avós nos ensinam à mesa

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Não era sempre que se faziam queijadinhas lá em casa, talvez porque dessem algum trabalho, mas a verdade é que apareciam quando havia qualquer coisa de especial. Podia ser Natal, uma ocasião importante… ou simplesmente vontade de mimar.

As queijadinhas eram feitas com calma e demoravam muito tempo a ficarem prontas. Era preciso untar as formas, levá-las ao forno em banho-maria, esperar que cozessem, desenformar, voltar a untar e repetir o processo enquanto as outras arrefeciam e eram guardadas numa grande tupperware branca.

Lembro-me bem da cozinha da casa da minha avó, da mesa redonda que, na memória que hoje me habita, era branca, e de estar ajoelhada em cima da cadeira à........

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