É a leitura, estúpido
Há dois dados que parecem cada vez mais evidentes dentro do meio escolar e educacional: lê-se pouco e aparentemente estamos “todos” preocupados com isso. É verdade que se lê pouco, mas talvez interesse perceber o que preocupa verdadeiramente a sociedade. Nos meios de comunicação social, as manchetes concentram-se na palavra resultados: “alunos portugueses pioram resultados”; “ministro vai explicar maus resultados”; Presidente preocupado com resultados no PISA”.
Estes três factos: 1. A falta de leitura, 2. Os maus resultados dos alunos e 3. A preocupação da sociedade com os resultados faz-me questionar se esquecemos o que significa ler.
Ler, como todos os verbos que comportam as nossas ações, não é palavra que eu possa dar-me ao luxo de definir como se a conhecesse melhor do que os outros. Talvez pudesse inventar-se um ditado como “Amar, sofrer e ler cada um faz à sua maneira”. Por isso, o meu sentido de ler está enraizado na minha própria intimidade e, sabendo que vou faltar à verdade para alguns, é possível que a minha experiência seja partilhada por outros.
O meu prazer de ler começou com a descoberta da intimidade partilhada que estava escondida nas histórias para........
