No futebol como na vida
Depois de voltar a interessar-me por futebol ao fim de muitos anos de desatenção ao futebol, venho a suspeitar que o futebol tem momentos que podem fazer que quem não gosta de futebol afinal goste de futebol. A semana foi generosa.
Num jogo dos oitavos de final, no 1.º de 2 jogos a eliminar, o Sporting perdeu com uma equipa-maravilha, uma revelação inesperada, «um grande saído do nada», um tomba-gigantes norueguês. E a equipa do Sporting, derrotada e envergonhada com 3-0, poderia, porém, consolar-se: tinha havido equipas maiores, antes, caídas em semelhante desgraça.
Veio o 2.º jogo, um pró-forma, uma partida em que se pedia à equipa e ao treinador que ao menos marcassem um golo, que ganhassem pela diferença mínima se acaso se proporcionasse, ou, vá lá, um empate honroso; pedia-se-lhes que – como é uso dizer para os derrotados – saíssem «de cabeça erguida».
Mas o treinador, um homem de pouca importância (ou «humilde» – que é estranhamente, um grande elogio no futebol), e os jogadores sem préstimo que uma semana antes tinham........
