menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Empresas, empresas e empresas

21 0
17.06.2026

Passeando com os olhos pelos canais da televisão portuguesa, no fim de um dia de trabalho, quando ouvi o CEO do grupo José de Mello, Salvador Mello, afirmar o seguinte: “Há uma desconfiança sobre as grandes empresas, quando são as que pagam maiores salários e têm maior capacidade para inovar.” Sou um defensor convicto da economia de mercado, da liberdade económica e do papel das empresas. Eis uma boa razão para escrever um artigo sobre um tema central para a economia nacional: as empresas.

Na Europa e em Portugal, as empresas são o pilar fundamental da economia, da liberdade e da justiça social. Devemos às empresas a maior parte da nossa riqueza, mais liberdade e autonomia individuais, empregos de maior qualidade, mais inovação e, em grande medida, a justiça social; sem as contribuições fiscais das empresas não haveria educação nem saúde públicas (basta fazer as contas, em vez de ter apenas opiniões).

Como a informação deve preceder sempre a opinião, ajuda muito olhar para alguns números.

Na União Europeia, o sector empresarial (excluindo o sector financeiro e grande parte dos serviços), contribui para metade do PIB. Os sectores industriais acrescentam cerca de 3200 biliões de euros à economia europeia por ano.

Em Portugal, os sectores secundários (industrial) e terciários (serviços, incluindo os financeiros) contribuem com cerca de 90% do PIB português. Ou seja, o sector privado e as empresas produzem riqueza. O Estado gasta essa riqueza, e muitas vezes mal.

Se hoje a União Europeia é uma potência comercial, o único domínio externo onde ainda é uma potência mundial, é graças às suas empresas. Nos sectores industriais, as grandes empresas........

© Observador