Tudo na última semana de Agosto
No dia 28 de Agosto, em Ceuta, numa reunião da Assembleia da Cidade Autónoma, o presidente Juan Jesús Vivas, com apoio de todos os partidos, não pode ter sido mais claro: “a cidade perdeu a sua forma de vida e a tranquilidade; no passado 30 de Julho, Ceuta deixou de ser o que era”.
Era, de resto, natural (para todos menos para quem nos informa e insiste em resistir ainda e sempre às evidências) que os cerca 84.000 habitantes de Ceuta se sentissem “abandonados no caos”, depois de uma invasão de 72.000 pessoas, com a tolerância ou a cumplicidade das autoridades marroquinas. E que, um mês depois de ofensiva, apesar dos profusos discursos e das amplas garantias do governo de Pedro Sánchez, os habitantes de Ceuta, baseados em convincentes “percepções”, continuassem a pedir o reforço das Forças de Segurança e a blindagem da fronteira, e a reportar violações, fogos-postos, agressões, assaltos, pilhagens e encerramentos de lojas.
Quando no Domingo, 30 de Agosto, até o El País titulou em primeira página “Ceuta, ciudad rota – El miedo, la sensación de abandono y la falta de soluciones asfixian una localidad al borde del estallido”, estava tudo dito.
Entretanto, Pedro Sánchez – cujo governo, afogado em escândalos de corrupção e tráfico de influências, se mostrava incapaz de repor a ordem em Ceuta, onde entre 5000 e 8000 imigrantes ilegais tornavam a vida impossível aos residentes – refugiava-se no........
