menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

A mudança

2 1
latest

Historicamente, a regra era ser a Esquerda a trazer a contestação, a revolução da ordem estabelecida. Foi assim nos alvores da Idade Contemporânea, que os livros de História elementar datavam, precisamente, da Revolução Francesa. E foi assim com todos os utópicos do século XIX, de Phroudon e Bellamy ao utópico “científico” Karl Max, um profeta desarmado que iluminou e guiou discípulos profusamente armados, como Lenine, Trotsky ou Estaline.

Com a “guerra civil europeia” do século XX e a instauração dos regimes comunistas – primeiro na Rússia-União Soviética, depois na Europa Oriental e, a partir de 1949, na China – deu-se uma bipolarização comunismo-anticomunismo que lançou as bases ideológicas da Guerra Fria. E a longa paz que reinou na Europa e no Hemisfério ocidental ficou a dever-se, não a uma disciplinada obediência ao “direito internacional”, mas à dissuasão cruzada que as grandes potências nucleares inimigas, ambas racionais, souberam entender.

Só que o fim da Guerra Fria trouxe uma brusca paz perpétua ao modo kantiano, para ser disfrutada por todos os filhos de Noé. Será esse o Direito Internacional de que tanto se falou no momento crítico em que a América o “quebrou”, violando a soberania da Venezuela para extraditar Maduro?

Obama, em 2011, tinha mandado matar Bin Laden, violando também a soberania do Paquistão. Bin Laden matou muitos americanos na operação contra Nova Iorque e Washington; e Maduro, com a protecção às drogas, cooperou na morte anual de dezenas de milhar de americanos… mas parece que há dois pesos e duas medidas.

Mesmo depois da queda dos regimes comunistas e do fim da União Soviética, instalou-se na Europa e na América uma cultura........

© Observador