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A epidemia silenciosa da auto-prescrição: suplementos

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01.10.2026

Com a chegada do outono, há um ritual que se repete em muitas famílias portuguesas. Os dias tornam-se mais curtos, as temperaturas descem, regressam as rotinas mais exigentes e, quase automaticamente, começamos a procurar soluções para reforçar as defesas, recuperar energia ou prevenir as doenças típicas da estação.

Nos últimos anos, os suplementos alimentares passaram a fazer parte desse plano de preparação sazonal. E não é difícil perceber porquê: prometem responder a necessidades concretas, desde a imunidade ao sono, da gestão do stress à vitalidade física e mental. A dimensão deste consumo ajuda a explicar a urgência do tema: segundo um inquérito da DECO PROteste1 divulgado em 2025, 51% dos portugueses entre os 18 e os 74 anos afirmou ter tomado suplementos nos dois anos anteriores, embora o mesmo estudo revele fragilidades relevantes no conhecimento sobre a sua eficácia e possíveis riscos. O problema surge quando a procura cresce mais depressa do que a informação de qualidade disponível.

Vivemos uma verdadeira epidemia de auto-prescrição. Nunca foi tão fácil encontrar recomendações sobre........

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