Sabemos, mas não fazemos: a falta de ambição moral
Dois meses dentro de 2026 e muitas das resoluções de ano novo já ficaram pelo caminho: ir ao ginásio, mudar de trabalho, organizar melhor o tempo. A lista repete-se todos os anos, com pequenas variações. Mas há uma pergunta que raramente entra nessa lista: a quem serve, no fundo, a nossa ambição?
Ambição costuma significar progresso pessoal. Escolhas mais saudáveis, uma promoção, mais estabilidade. E não há nada de errado nisso. Todos procuramos uma vida mais confortável e segura. O problema é que, muitas vezes, ficamos por aí. E raramente paramos para pensar como é que aquilo em que somos bons, aquilo que nos interessa e a ambição que já temos podiam ser usados para algo maior.
Entretanto, a realidade à nossa volta continua a avançar. Dados europeus mostram que fenómenos climáticos extremos estão a tornar-se mais frequentes e mais intensos no sul da Europa. Ao mesmo tempo, os resultados eleitorais recentes mostram um país a mudar, com novas forças a ganhar espaço e a influenciar o debate público.
Nada disto acontece “lá fora”. Acontece aqui. No mesmo espaço onde vivemos e tomamos........
