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“Verdinha — vende-se aqui”

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11.07.2026

No Sábado passado fui comprar os jornais. Em vez da tabacaria habitual, entrei numa daquelas lojas instaladas nas galerias comerciais dos supermercados. Afixado na porta de vidro, ao lado dos horários e dos anúncios da Santa Casa, estava o desenho de uma folha de canábis e uma informação singela: «Verdinha — vende-se aqui». Em baixo, para que nenhum turista ficasse privado do serviço, a respectiva tradução: «Sale here».

No interior do estabelecimento, ao lado das raspadinhas e de números d’O Diabo e da Revista Lux, suspensos num cabo tipo estendal, lá estava a tal “verdinha”. Vinha dentro de pacotes do tamanho da palma da mão, com desenhos e nomes apelativos que não deixavam dúvidas quanto à utilização para que o produto se destinava. Do mesmo modo que não vi nem Aspirina nem Actifed à venda, também não me passou pela cabeça que pudessem ser fármacos o que ali estava exposto. Afinal, um quiosque é um quiosque e uma farmácia é uma farmácia.

Curioso, perguntei à menina da loja se sabia do que se tratava: “Ervas aromáticas”, respondeu. Como é evidente não valia a pena continuar a conversa. Paguei os jornais, agradeci e despedi-me.

Um serão em Lisboa. Conta-me um amigo fumador que, há uns tempos, precisando de tabaco (e sem vontade de sair de casa às onze da noite), recorreu a uma aplicação para mandar vir um maço........

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