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Robert Maxwell: o "sogro" de Jeffrey Epstein

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21.02.2026

Não nasceu no Reino Unido,  como a maioria acredita, mas sim numa cidade chamada Slatinské Doly, originalmente checoslovaca, que agora pertence ao território ucraniano. O nome dele é até hoje erroneamente reportado pelos Media generalistas. Um nome surge aqui e outro acolá, mas nunca nenhum é verdadeiramente o original, isto é, aquele que lhe foi dado à nascença, levando a dúvidas e confusões sobre a sua origem.

Abraham Lajbi Hoch é, segundo a historiadora Helen Fry, o nome verdadeiro do ‘magnata britânico’ que é mundialmente conhecido como Robert Maxwell. Por incrível que pareça e indo na contramão das notícias que o identificam como britânico, este homem recebeu uma educação judaica-ortodoxa numa yeshivá, na Bratislava, escola e região para onde os seus pais o enviaram durante a infância. Dizem que eles sonhavam que o filho viesse a ser um Rabino da religião judaica, fé que todos professavam na família.

Mas porque é que contextualizar o seu passado (de Robert Maxwell) se torna tão personalista? Porque o jogo identitário que rodeia o mundo de Robert Maxwell é revelador duma sociedade internacional que hoje, mais do que nunca, enraíza na sua cultura a necessidade da diferenciação humana com base em jogos de semiótica e de literatura teológica manipulando signos, referentes e os respetivos significados, brincando até com a religião.

Foi este jogo de identidades que permitiram ao genro de Maxwell, o famoso Jeffrey Epstein, escalar socialmente sem que lhe fosse atribuído, a tempo útil, qualquer relação com o nome e profissão verdadeiros do pai da sua mulher, conhecido pelo nome falso de Robert Maxwell. Talvez por isto, o maior detalhe da história aqui contada seja o de que ‘ninguém é quem diz ser que é’.

Os disfarces de Maxwell e de Epstein, utilizados ao longo das suas carreiras, serão reveladores de uma possível aura de ‘espionagem’ que os envolverão ao longo de toda as suas vidas. As questões de identidade – religiosa e civil – serão, portanto, extremamente relevantes para esta história, ao ponto de no final da vida de Robert Maxwell, ao mais alto nível de Estado, Israel o ter enterrado como um herói nacional. A partir desse momento, e até aos dias de hoje, coloca-se a possibilidade de Epstein ter também fortes laços com esta nação chamada de Israel.

Lajbi Hoch é a personalidade mais importante na história de vida de Jeffrey Epstein e estes detalhes revelarão muito sobre o futuro modus operandi do companheiro de vida de Ghislaine Maxwell, filha do magnata.

‘Não enviei esses profetas, mas eles foram correndo levar a sua mensagem; não falei com eles, mas eles profetizaram’ (Jeremias 23:21)

Comecemos por entender como é que este pequeno Abraham enganou, alegadamente, meio mundo e porque é que existem jornalistas que acham que ele incumbiu Epstein de enganar outro meio mundo. A título de exemplo, referencio o documentário da BBC intitulado ‘Casa Maxwell’.

Notemos que apesar de a sua infância estar pouco detalhada, sabe-se que aos 12 anos, mais ou menos em 1935, Maxwell (ainda conhecido pelo seu nome de nascença), juntou-se ao ‘Betar Movement’, um movimento judaico nacionalista-sionista que advogava a criação do Estado de Israel no Médio-Oriente. Betar foi, na verdade, uma cidade judaica ancestral, localizada na Palestina, mais precisamente na Cisjordânia (Westbank).

Sendo checoslovaco, Hoch tem uma história de filme de ação. Conseguiu escapar à sua terra natal, mas foi torturado antes de fazê-lo. A invasão Nazi estava próxima. Juntou-se à resistência húngara e só depois se alistou na Legião Estrangeira Francesa e no Exército britânico. Esta terá sido a maneira que encontrou de escapar aos Nazis, que mataram os seus pais. Posteriormente, já na Inglaterra, trocará alegadamente de lados para lutar pelo Reino Unido -país que o acolheu como refugiado de guerra – contra os próprios Comunistas (movimento do qual alegadamente fizera parte) e contra os próprios Nazis, ainda durante o conflito. A página Jewish Virtual Library afirma que Maxwell foi aceite no Britsh Pioneer Crops (que será o Royal Pioneer Corps) – uma corpo armado britânico que combateu a União Soviética desde 1939 até ao final da Guerra Fria. Depois, Hoch ter-se-á juntado, segundo a mesma página, ao regimento Norte britânico Staffordshire.  A informação a que se pode ter acesso confirma: Abraham já utilizaria dois outros nomes enquanto membro destas ligas militares britânicas, sendo eles Ivan Leslie du Marier e Leslie Jones. Segundo a página ‘Jew Think’, que se baseia na bibliografia escrita por John Preston acerca da vida do ‘magnata britânico’, Maxwell mudou de nome 4 vezes: ‘passou a ser Captain Stone, Ivan du Marier, Private Leslie Jones, Lance Corporal Leslie Smith e apenas depois, Robert Maxwell.’

Assim, este homem de múltiplos nomes irá prosseguir com uma carreira ao serviço do Reino Unido. Quem melhor relata este cronograma são a conservadora Candace Owens e o jornalista Saagar Enjeti, que garantem que no ano de 1944 Maxwell será destacado pela inteligência britânica, da qual já fazia parte (e onde se sobressaiu como militar exemplar) para uma operação secreta na cidade de Paris. A missão seria a de reunir informações sobre uma alegada insurreição comunista prestes a eclodir, que ameaçaria o final da guerra e o resultado pretendido pela Europa: o reinstaurar capitalista.

Durante este destacamento na França, e de forma incerta, o agora Leslie Jones passa a conhecer a sua futura esposa: Elisabeth Meynard. Um ano depois, a 19 de março de 1945, casam em Paris.

Os documentos desta união civil registaram dois nomes, o da mulher e … ‘Robert Maxwell’. Daqui em diante, Robert Maxwell será o seu nome definitivo, e com ele vai construir e moldar um futuro familiar que contará com a sua filha, Ghislaine Maxwell. O apelido desta jovem já não será o apelido judeu do seu pai, ‘Lajbi Hoch’, não pelo menos em documentos oficiais. Ghislaine será para sempre reconhecida com o apelido Maxwell, que é aquele com o qual o seu pai viveu até à sua morte.

Já casado com Meynard, a vida ao serviço da inteligência britânica continua. Candace Owens relata a chegada de uma nova missão. O ano é o de 1945 e o agora Robert Maxwell é o agente destacado pelos serviços britânicos para atuar em Berlim, na Alemanha.

A ‘Maxwellização’ da peer review

Baseando-se no livro de Victor Ostrovsky, descrito pela CIA como um livro que suscita algumas conspirações, Candace Owens garante que Maxwell assumirá as suas missões de corpo e alma. Assim, em 1945, o Military Intelligence Section 6 (MI6) demandará a Maxwell, alegadamente, que conduza para si mesmo uma parceria com a editora alemã Springer, disfarçando-se de comerciante de revistas e publicações científicas, tendo de alegar ter na sua posse artigos que teriam sido publicados ainda enquanto o Hitler estava no poder, mas que não poderiam ser comercializados internacionalmente, exatamente pelo ambiente político no qual se desenvolveram. Isto não terá acontecido sem antes ser o próprio agente Maxwell a convencer o MI6 de que ele conseguiria o contacto destes e de outros cientistas renomeados ao redor do mundo, beneficiando a própria Inglaterra.

Após conseguir os........

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