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Quem ganha com o enfraquecimento da escola europeia?

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03.10.2026

Há alguns anos que observo um fenómeno que me inquieta enquanto professora. Em 2022 encontrei nas redes sociais conteúdos que sugeriam formas de evitar o trabalho escolar, obter tempo livre e contornar as exigências da aprendizagem. Entre os exemplos estavam vídeos que apresentavam estratégias para transformar determinadas aulas em espaços de conflito permanente. A lógica era simples. Os alvos preferenciais pareciam ser os professores de Matemática e de Português. Não por acaso. No 3.º ciclo, estas disciplinas têm um peso determinante no percurso escolar dos alunos e exigem esforço, trabalho continuado e aquisição de competências fundamentais. Segundo os conteúdos divulgados, bastaria tornar as aulas praticamente impossíveis de lecionar. Depois surgiria a narrativa de que o problema não estava nos alunos, mas sim no método do professor. O desfecho seria previsível: desgaste emocional, exaustão, baixa médica e interrupção do processo de ensino. No final, os alunos transitariam de ano sem terem adquirido plenamente as aprendizagens essenciais. Hoje já não possuo os links desses conteúdos. Não sou especialista em redes........

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