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Não tenho medo por mim. Tenho medo por todas nós.

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20.08.2026

No dia de Santo António, em Lisboa, senti que estava a ser seguida. Corri, apesar de ter uma dor no joelho. Eram 23h. Quando cheguei à minha rua, fiquei descansada.

Na segunda vez que fui seguida, vinha de um jantar. Eram 23h30. Voltei a sentir o mesmo. Parei; a pessoa ultrapassou‑me e, quando virei para uma rua a caminho de casa, ele veio atrás de mim. Virei para a minha rua e continuei a ser seguida. Não corri. Parei, comecei a cantar “Povo que lava no rio” alto e peguei no meu apito, e comecei a apitar. Entre a música e o apito, a pessoa que me seguia passou por mim e seguiu. Só depois desci e entrei em minha casa.

Nos últimos dois meses, as notícias mostram, todos os dias, agressões a mulheres, em contextos familiares e por estranhos. Aparentemente somos um país de brandos........

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