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Qual o papel da imigração na Construção?

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07.02.2026

O impacto da imigração no mercado de trabalho em Portugal tem sido cada vez mais expressivo.

Só na última década registou-se um aumento de 800% no número de trabalhadores estrangeiros, que passaram a representar quase 15% do total da força de trabalho nacional. Este crescimento foi favorecido por fatores como o envelhecimento demográfico e a baixa natalidade em Portugal; a emigração de portugueses, sobretudo jovens; a expansão económica no pós-crise e no pós-pandemia; a falta de trabalhadores nacionais em setores com elevada intensidade de mão-de-obra (e.g., construção, turismo, agricultura); e a formação de mecanismos governamentais (e.g., “via verde”) para, sob condições específicas, facilitar a entrada e regularização de trabalhadores estrangeiros nos setores com maior défice de oferta laboral.

No setor da construção, em particular, o peso da imigração chega a 25%, ou seja, um em cada quatro trabalhadores na construção é estrangeiro, quase o dobro da média nacional.

Os imigrantes são geralmente jovens (idade mediana de 33 anos vs. 42 anos ao nível nacional) e, apesar de possuírem frequentemente formação técnica relevante, essa formação nem sempre é reconhecida em Portugal, o que os leva muitas vezes a assumir funções mais operacionais (e.g. pedreiros, carpinteiros, ladrilhadores). A precariedade é tendencialmente elevada (e.g. contratos múltiplos e temporários por obra, situações irregulares ou informais), há maior vulnerabilidade........

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