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O Ocidente ainda tem quem o defenda?

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O chefe da diplomacia norte-americana Marco Rubio veio visitar-nos, depois de passar pela Islândia e pela Grécia, onde defendeu a civilização ocidental. Mas o que é isso de Ocidente? Ainda há quem o defenda? E com que armas o devemos defender, o F-35?

Apoiar Trump – um líder que não esconde que só pensa nos seus interesses egoístas e só se move por instintos pessoais – tem um custo político na Europa atual. Qualquer patriota digno desse nome, mesmo que simpatize com algumas ideias do trumpismo, acaba em choques inevitáveis com o Senhor da América, como Meloni. O mínimo que o governo português deveria pedir, em troca de uma cedência controversa da base das Lajes, era um agradecimento público por parte dos EUA. Fazer o que está certo, custe o que custar, está muito bem a título individual. Já um líder nacional deve ter princípios, mas terá de procurar conciliá-los com os interesses do conjunto da comunidade que lidera.

É, portanto, positivo que Marco Rubio tenha vindo a Portugal expressar o seu apreço pela solidez da aliança com Portugal. Tal como outras pequenas potências – como a Grécia ou a Islândia – temos mais a perder em entrar em choque aberto com a Administração Trump do que países da dimensão da Espanha ou da Itália. Tanto mais quanto a Europa em geral, e a Europa do Sul em particular, não mostram grande coesão a lidar com estes problemas. Que eu saiba nenhum país europeu coordenou a sua resposta aos pedidos dos EUA nesta questão das bases. O governo espanhol fez o que lhe pareceu mais conveniente. Porque não o faria o governo português?

Ainda há quem defenda o Ocidente

Rubio representa o que ainda resta do velho Partido Republicano, num novo partido trumpista muito mais........

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