Inovar ou ficar para trás: o EU-INC como ponto de viragem?
Nos últimos anos, tem-se repetido o diagnóstico “US innovates, China replicates, Europe Regulates”. Este lema, embora simplista, evidencia uma realidade inquietante: a Europa, com todo o seu potencial intelectual e tecnológico, luta para criar um ambiente empresarial competitivo e escalável.
Esta tendência tem-se vindo a agravar, como demonstram os dados públicos: o peso das empresas europeias no Top 100 das maiores empresas mundiais por capitalização bolsista caiu de cerca de 40% para apenas 10% ao longo dos últimos 25 anos. Muitos dos projetos inovadores mais promissores da Europa acabam por migrar para os Estados Unidos, onde encontram o único ecossistema capaz de fornecer rondas de capital de risco significativas e condições para escalar globalmente, deixando a Europa privada das suas próprias estrelas da inovação – como a Talkdesk, cujo fundador, de origem portuguesa, não encontrou em Portugal, nem na Europa, o ambiente necessário para se estabelecer e crescer........
