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Entre o salário mínimo e o médio, um degrau mais curto

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26.10.2026

Nas últimas semanas voltou a discutir-se, em Concertação Social, a trajetória do  salário mínimo. As centrais sindicais querem mais, as confederações patronais não veem razões para mexer no acordo, e o Governo mantém os 970 euros previstos no  Orçamento para 2027. É um debate legítimo e necessário, e não me passa pela cabeça  pô-lo em causa. Mas tem um defeito: olha sempre para o chão da escada e quase  nunca para os degraus que vêm a seguir.

O salário mínimo vale hoje perto de nove décimos do salário de quem está a meio da  tabela. Há não muitos anos, a distância era bem maior. Portugal tornou-se um dos  países da zona euro onde menos se separam os salários mais baixos dos mais altos.  Dito assim, parece uma vitória. Em parte é.

A outra parte é o salário médio, o grande esquecido. O mínimo decide-se numa reunião e publica-se em portaria. O médio decide-se em milhares de empresas, ao ritmo da  produtividade, do investimento e da qualidade da gestão. Por isso é tão mais fácil falar  do primeiro. E, no entanto, o acordo de valorização........

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