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A piscina

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16.07.2026

Suspenda por um momento a imagem de Alain Delon e Romy Schneider, belos como dois demónios incarnados, na atmosfera de pecado iminente do filme de Jacques Deray. Ou a de Ludivine Sagnier e Charlotte Rampling, se for de memória mais recente. As águas em que vamos mergulhar são mais rasas. Menos (suspiro)… cinematográficas.

Comecemos por lembrar o tempo em que um primeiro-ministro pôs o melhor amigo a representar o Estado na nacionalização de uma companhia aérea, sem que ocupasse qualquer cargo institucional, sem ter sido eleito para isso, seleccionado ao menos pela CRESAP, oficialmente designado para o lugar (que não existia), sem que pudesse portanto ser responsabilizado, questionado, demitido, coisa nenhuma. Curiosamente, esse mesmo primeiro-ministro acabaria depois os seus dias enquanto tal dizendo que “um primeiro-ministro não tem amigos”, referindo-se, imagine-se, ao mesmíssimo amigalhaço que agora tinha aparecido a intervir em suposto nome dele nuns negócios ali para os lados da Costa Vicentina. Como evoluímos desde então. Neste curto espaço de quê? Dois loucos anos e meio?, repugna agora à consciência nacional que um ministro, ex-polícia, se diga amigo dum empreiteiro. Ainda por cima, um empreiteiro que nem é dos grandes. Um tipo lá de cima, que ninguém percebe muito bem como é que veio fazer obras abaixo do Douro.

Repare: ambos agiram mal ao confundir amizades pessoais com........

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