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A memória curta e o sectarismo cómodo

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10.05.2026

No passado dia 6 de maio, o Agrupamento de Escolas de Santa Maria dos Olivais, na Escola Secundária António Damásio, teve a honra de receber a visita do ex-Primeiro-Ministro Dr. Pedro Passos Coelho. A ocasião inseria-se na disciplina de opção de Ciência Política do 12.º ano, uma iniciativa que temos orgulho em promover e que tem trazido à nossa escola políticos de todos os quadrantes político-partidários, num espírito de abertura, pluralismo e estímulo ao pensamento crítico.

O tema debatido foi “Portugal 2040: que papel para os jovens na construção do País”. Um tema sério, pertinente,  que merecia ser recebido com a seriedade que lhe é devida.

Publiquei a informação na minha página de Facebook. E comecei a ler os comentários.

Não foi uma leitura animadora.

Entre os vários comentários que surgiram, destaco alguns, pela sua representatividade:

“Será que Passos Coelho mandou os jovens emigrar?”

“Educação aberta ao mundo…”

“Bem… Já nos mandaram emigrar uma vez… num passado recente: que em muito poderá ter contribuído para a atual falta de professores em Portugal…”

“Ainda bem que o meu filho não está nessa escola. Um político que mandou os jovens do seu país emigrar, o que terá de bom para oferecer?”

“Alguém que mandou os jovens irem embora, caso não quisessem pagar os desmandos do sistema financeiro, não me parece de todo ser uma figura inspiradora. Aqueles que, perante as injustiças, incitam à submissão ou à fuga perante a injustiça não são exemplos para a sociedade.”

Alguns destes comentários foram escritos por professores. Por pessoas que, presumo, têm acesso à informação, ao pensamento crítico, e que deveriam, mais do que ninguém, saber distinguir narrativa política de análise histórica.

É por isso que escrevo este artigo. Não para defender um partido. Não para fazer campanha. Mas porque a desinformação repetida com convicção, especialmente por quem tem responsabilidade educativa, é um problema sério.........

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