O “S” oculto do ESG
A agenda ESG consolidou-se no radar das corporações brasileiras, mas sob uma perigosa assimetria. Enquanto o “E” da transição energética domina atenções e investimentos – dada a urgência climática e as barreiras comerciais –, o “S” do impacto social e o “G” da governança permanecem, muitas vezes, em planos secundários ou meramente assistenciais. No entanto, diante da velocidade da nossa transição demográfica e das incertezas da inovação digital, essa miopia pode custar caro à sustentabilidade do país e das próprias empresas.
O Brasil atravessa um fenômeno singular: estamos envelhecendo antes de enriquecer. Com a redução da População em Idade Ativa (PIA), a base de sustentação do nosso sistema de repartição fiscal encolhe, enquanto a demanda por benefícios cresce. Neste cenário, o pilar social das empresas precisa evoluir........
