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Todos em Sevilha

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14.04.2026

Há cidades que não se esquecem. Sevilha é uma delas. Foi ali que o Braga escreveu uma das páginas mais felizes da sua história no dia 24 de agosto de 2010. Nessa noite, milhares de adeptos do Braga estavam em Sevilha e, outros tantos, foram até ao Aeroporto Sá Carneiro receber a equipa. A vitória por 3-4 sobre o Sevilla assegurou a primeira presença do Braga na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Agora, a história europeia leva-nos outra vez à Andaluzia. E volta a pedir um Braga europeu, ambicioso e eficaz para garantir um lugar nas meias-finais da Liga Europa. O empate 1-1 na Pedreira, com golo de Grillitsch e resposta de Cucho Hernández, deixou a eliminatória em aberto, mas também confirmou que o Bétis tem qualidade e argumentos para discutir esta eliminatória até ao limite.

Vamos jogar contra todas as estatísticas, contra todas as apostas, contra todas as previsões, contra um resultado "semidesfavorável" da primeira mão e contra quase todos os adeptos presentes no estádio. Além disso, o Bétis sonha com uma meia-final inédita na Liga Europa, enquanto que o Braga já conheceu esse privilégio na sua caminhada até à final de Dublin.

Sejamos realistas: a tarefa do Braga é de extraordinária dificuldade. Mas não deixamos de acreditar. A preparação do jogo começou da melhor forma com a vitória frente ao Arouca, apesar da gestão efetuada por Carlos Vicens. Ambição, eficácia, alguma sorte e uma arbitragem competente (que faltou na primeira mão) são os ingredientes da vitória. Como em 2010, não serão onze: estaremos todos em Sevilha.


© Jornal de Notícias