Brasil, entre a urna e o altar
A democracia, por mais que se vista de festa, que se cubra de bandeiras ou que se anuncie como a celebração luminosa da vontade popular, também sabe produzir noites de inquietação em que as urnas desmentem as expectativas e devolvem ao país, com a brutalidade dos números, os fantasmas que muitos julgavam confinados à memória recente de uma presidência que dividiu famílias, incendiou o discurso público e deixou feridas ainda longe de cicatrizar.
Flávio Bolsonaro, um candidato absolutamente indigente e impreparado, obteve uma vantagem suficientemente expressiva para transformar a segunda volta numa batalha de desfecho quase certo, contrariando as expectativas que atribuíam a Lula melhores condições para chegar à recta final........
