A propósito de “QUADROS”
O Professor Doutor António Barreto, exilado quando da ditadura, e da primeira hora do Partido Socialista do qual se afastou, escreveu no “Público”: “Não há comparação possível entre a envergadura intelectual e académica das principais figuras de Salazar com as fornadas de aparelhistas fabricadas nos ISCTESs e no Largo do Rato (e não só, acrescento eu); sem qualquer obra ou currículo visíveis. Neste aspecto fundamental, regressámos ao ambiente da I República”.
Primeiro, qualquer pessoa estará de acordo, aliás venho-o repetindo, que, tal como na Europa, há uma regressão trágica na qualidade da “classe política” portuguesa. Depois de Ramalho Eanes, Mário Soares, Sá Carneiro, Freitas do Amaral, Cavaco Silva, Jorge Sampaio, Álvaro Cunhal, Almeida Santos, Mota Pinto, Mota Amaral, Durão Barroso e os Quadros Políticos que trabalharam com Eles.
Depois, é o descalabro a que se vem assistindo.
O triunfo de mediocridade, a transparência democrática substituída pelos “poderes ocultos” que hoje mandam em Portugal. A Ética e as Causas substituídas pelos “interesses”, pela inveja e pela incultura.
Veja-se como está a Europa.
Veja-se Portugal ao que chegou.
E o problema é que o Sistema Político montado em termos da subordinação dos partidocratas e da “Informação” às oligarquias dominantes, impede uma........
