Carro que trabalha: quando o veículo vira ativo e o motorista vira opcional
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A CES 2026 deixou um recado cristalino: condução autônoma de nível 4 não é mais só promessa. Ela está virando produto, com domínio operacional definido, rota, clima e regras claras. A Waymo apresentou o Ojai, uma nova plataforma de robotáxi desenvolvida com a Zeekr, desenhada para escalar frota e ampliar operação. Isso muda o jogo porque autonomia não é só software. É manufatura, integração e capacidade de colocar milhares de carros na rua com custo controlado.
Na outra ponta, a Tensor fez algo ainda mais simbólico: quando o L4 entra em ação, o volante pode sumir. Em parceria com a Autoliv, exibiu um volante dobrável que se recolhe e transforma a cabine em lounge. Parece detalhe, mas é a pista mais honesta do que vem aí: a indústria já está projetando o carro para o passageiro, não para o condutor.
Só que o verdadeiro terremoto econômico não está no sensor. Está no modelo. O Elon Musk voltou a afirmar que, em breve, proprietários de Tesla poderão incluir seus carros numa rede de robotáxis e alugar o veículo quando ele estiver parado. E a Alphabet já sinalizou que a autonomia pode, no futuro, sair do modelo exclusivo de frota e chegar à propriedade privada. Se essas duas pontas se encontram, nasce uma nova categoria:........
