A saída da Netflix abre espaço para a Paramount redesenhar o mapa dos direitos esportivos
Em dezembro, o imbróglio envolvendo o triângulo Warner Bros. Discovery-Netflix-Paramount estava longe de um desfecho. Naquele momento, o streaming era apontado como favorito para fechar o negócio.
Na ocasião, o Front Office Sports analisou a então oferta hostil de US$ 108 milhões de David Ellison (o arrasto da negociação acumulou nove propostas até a última semana) com o objetivo de pressagiar uma nova estratégia para os gigantes da mídia adquirirem direitos esportivos ao vivo.
A publicação levantou a seguinte hipótese: em vez de disputar direitos esportivos contra vários concorrentes, por que não comprar um rival e herdar seus contratos? Seria uma estratégia de alto risco e alta recompensa que necessitaria de um baú de guerra saudável para aquisições.
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Com poucos direitos esportivos importantes em disputa nos próximos anos, adquirir ativos antes que entrem em leilão aberto é assegurar vantagem competitiva.
O FOS lembrou como Ellison entrou no negócio da NFL. Em 2025, a Skydance Media concluiu um acordo de US$ 8 bilhões para se fundir com a Paramount Global, proprietária da CBS Sports.
Dias antes da reportagem do FOS, mostrei que a investida bilionária expunha um ponto de fragilidade: a TNT Sports como exemplo de que o esporte se tornou o último campo em que modelos de mídia e capital enfrentam suas limitações. A integração vertical volta ao centro da estratégia.
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A projeção do FOS era de que Ellison poderia criar uma superpotência de mídia esportiva com um tesouro de direitos ao vivo controlados pela CBS e pela TNT Sports da WBD. Como cereja no topo, a esses canais continuariam a compartilhar os direitos de um dos principais eventos esportivos do país: o torneio de basquete masculino da NCAA, o March Madness.
Com a saída oficial da Netflix da disputa na última semana, a Paramount Skydance abriu caminho para erguer um império de mídia focado em esportes. Pelo menos foi assim que o blog 365247 Sports chamou a empreitada ainda em janeiro, quando a investida de Ellison não havia convencido os acionistas da........
