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Se Anitta lesse Cecília Meireles

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02.04.2026

No domingo, acordei com vontade de ler poesia. É raro, mas acontece. Da estante tirei a “Antologia Poética” de Cecília Meireles. Fui para a rede. Li o primeiro poema. Soltei um palavrão. E me deixei levar por umas reflexões melancólicas que compartilho com um ou outro que ainda se interesse pelo assunto.

1. Ninguém mais lê poesia, a não ser para ostentar uma cultura vazia e vulgar. E ainda assim são raros esses palhaços de fraque, saudosistas de uma época em que talvez fossem considerados inteligentes, mas não sábios. Jamais sábios.

2. O cenário (na prosa também) é desolador. Porque ninguém mais consegue atravessar um texto sem extrair dele um sentido muito claro que resultará em aprendizado. Lê-se para pôr no currículo. Em troca de um certificado. Tendo em mente alguma utilidade muito clara para aquilo.

3. (Ninguém mais entende uma generalização hiperbólica: ninguém).

4. Lê-se para concordar ou discordar. Para reagir. Uns de dedo em riste, outros fazendo mesura. Lê-se para mudar o mundo, não........

© Gazeta do Povo