O cão Orelha, a psicopatia e o Tribunal das Ruas
Não há nada, nesse caso do cão “Orelha”, que possa ser classificado como menos que bárbaro e hediondo. A começar, obviamente, pela conduta dos responsáveis por perpetrar tamanho ato de violência contra uma criaturinha dócil e indefesa.
Os estudos sobre a mente humana fornecem farta literatura sobre como psicopatas absolutos começam a agir. Inibidos de qualquer traço de empatia, exercitam seus devaneios sanguinolentos numa escalada que começa já na infância, provocando machucados em irmãos, amigos e animais e que, não raramente, termina com a prática reiterada de assassinatos.
De modo que a tortura infligida ao cão não era apenas uma versão distorcida e depravada do que o referido grupo devia imaginar ser “diversão”, mas parte de um processo de formação antissocial, despido de valores humanísticos. Monstrinhos ganhando coragem para se afundarem ainda........
