Trump, Lula e o desmonte de uma parceria histórica
Os frutos de uma viagem de um governante brasileiro aos Estados Unidos podem ser muitos… Inclusive votos para governar o próprio país norte-americano. Sim, isso realmente aconteceu. Mas é claro que eu não falo sobre a visita de Lula a Trump. Eu falo de Dom Pedro II, em 1876.
Durante sua visita aos Estados Unidos, documentos da época apontam que o Imperador brasileiro recebeu entre 4 e 15 mil votos simbólicos para presidente dos Estados Unidos. Votos de americanos impressionados com sua postura intelectual, seu interesse por ciência e tecnologia e sua visão de desenvolvimento econômico. O oposto da imagem que o atual presidente projeta.
Na época, enquanto grande parte da elite latino-americana ainda voltava os olhos apenas para a Europa, Dom Pedro II percebeu cedo o potencial econômico e industrial americano, aproximando relações comerciais e incentivando avanços de infraestrutura e modernização no Brasil.
E, de lá para cá, diversos outros governantes brasileiros mantiveram e aprofundaram a relação. Um dos exemplos mais marcantes foi Getúlio Vargas, que, em 1942, alinhou o Brasil aos americanos durante a Segunda Guerra Mundial no combate ao nazismo. Até Getúlio Vargas, um dos presidentes mais autoritários que já tivemos, entendia a importância de se aliar à maior democracia ocidental do século XX.
E essa aproximação também trouxe resultados concretos para a nossa economia. A parceria construída naquele período garantiu apoio americano para a criação da Companhia Siderúrgica Nacional. Pela primeira vez,........
