O bom, os maus e o vilão
Luís Neves precisou de muito pouco tempo para provar que é a pessoa certa no lugar certo e é, portanto, o bom deste filme. Mesmo para quem, como Passos Coelho, viu na escolha do director nacional da PJ para ministro da Administração Interna um “precedente grave”, Luís Neves tem de merecer nota máxima pela forma corajosa como exerce a função. Não lhe facilita a vida politica ter de desdizer o principal autarca do partido sobre a segurança que existe, ou não existe, em Lisboa, pedindo que "ninguém utilize os números para, através da manipulação, massificação e deturpação, possa vir a criar uma teoria do caos em que o objetivo é combater o respeito por todas as formas de diversidade do ser humano". Sendo este um campo onde o próprio primeiro-ministro tem feito uso das percepções para comunicar politicamente convenhamos que o facto do ministro se manter firme nas suas convicções é digna de registo. Podia ser mais reservado, mas ele avisou na posse que não aceitaria nada que violasse a sua........© Expresso
