Rufián – o ídolo que está a pôr as esquerdas ibéricas de cabelos em pé
Na passada semana, fiz publicar um texto sobre o estado em que se encontra o Partido Socialista Obreiro Espanhol e a pena que tem sido o seu comportamento nos últimos anos.
Não foram poucas as vozes da esquerda democrática portuguesa a sovarem-me pelo que estava escrito, afinal já não importa aquilo a que os mais velhos ainda chamam de “ética republicana”, nem a decência no desempenho de funções públicas e nem sequer a responsabilidade que se deve observar no exercício da nobre atividade que é a política.
A esquerda democrática portuguesa não consegue entender que, ao tratar com os mesmos argumentos os temas que as restantes esquerdas também elegem, o que está a fazer é caminhar para a irrelevância como aconteceu com o BE e com o PCP. Em 2022, aqueles partidos conseguiram 31 deputados a que se somou um para o Livre; em 2025, os três partidos somados tiveram 10 eleitos, sendo que o PCP e o BE só chegaram a 4.
O que aconteceu durante esse tempo na direita populista, reacionária e ultramontana foi o inverso. Em 2019, o Chega elegeu o seu líder, um único deputado, e em 2025 chegou aos 60.
Em três anos, o país foi de uma maioria absoluta socialista para um dos piores resultados eleitorais deste partido desde o 25 de Abril, sem que tal desastre tivesse decorrido de políticas de........
