O centralismo é insaciável – agora são os círculos eleitorais
Um dos problemas que a academia tem verificado nas últimas décadas é o progressivo desligamento de realidade, a incapacidade de ir pelo país e conhecer verdadeiramente o que são as vidas e os anseios das populações. Para as equipas de pensamento que se vão reunindo em torno de grupos de estudos, poucos para um país que que se deveria querer democraticamente viçoso, Portugal está, cada vez mais, reduzido a Lisboa.
O “think tank” Reformar o Sistema Eleitoral – Renovar a Democracia do Institute of Public Policy – Lisboa apresentou esta semana um estudo que visa reformar o sistema eleitoral, com um novo desenho dos círculos eleitorais, e mudar o boletim de voto introduzindo uma relação partido/candidato.
Li, com todo o cuidado, o que foi dado a conhecer publicamente e confesso que esperava mais sob o ponto de vista das bases do estudo e das propostas.
Há três conclusões que se podem tirar: 1ª - somar círculos com poucos deputados e repartir os grandes; 2ª - criar um círculo de compensação; 3ª - passar do método de Hondt para o de Hare.
A proposta tem como........
