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O pé diabético como tragédia evitável

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18.07.2026

Poucas complicações médicas são tão silenciosas e, ao mesmo tempo, tão devastadoras quanto o pé diabético. Ele raramente começa de forma dramática. Na maioria das vezes, surge com uma pequena ferida, uma bolha causada por um sapato apertado, uma unha machucada, uma calosidade negligenciada ou uma rachadura na pele. Algo aparentemente simples. O problema é que, em pacientes diabéticos, pequenas lesões podem evoluir de maneira rápida para infecções graves, internações prolongadas e, nos casos mais extremos, amputações.

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O diabetes afeta o pé por caminhos diferentes. Um deles é a neuropatia, isto é, a perda progressiva da sensibilidade. O paciente deixa de perceber dor, pressão, calor ou pequenos traumas. Isso significa que ele pode caminhar durante dias com uma ferida aberta sem notar a gravidade do problema. O que, em uma pessoa sem diabetes, causaria dor e levaria à proteção imediata do pé, no paciente neuropático pode passar despercebido até se tornar uma lesão profunda.

Outro fator é a circulação. Muitos diabéticos apresentam doença arterial periférica, com redução do fluxo sanguíneo para os membros inferiores. Quando o sangue chega mal ao pé, a cicatrização fica comprometida. A pele perde capacidade de defesa, os tecidos recebem menos oxigênio e qualquer infecção encontra um terreno muito mais perigoso. A........

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