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Lula toma a iniciativa na segurança, mas a disputa é na praia de Flávio

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16.10.2026

Desde a Constituinte de 1988, o Brasil tem dificuldade para resolver uma equação central da segurança pública: como assegurar a coordenação nacional do combate ao crime sem atropelar a autonomia dos estados, responsáveis pelo policiamento cotidiano. Devido ao trauma do regime militar, a Constituição consagrou direitos e garantias, mas preservou uma estrutura policial fragmentada. A democratização avançou mais na definição dos limites do poder do que na construção de uma capacidade integrada de enfrentar a criminalidade.

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É um erro atribuir essa deficiência às garantias democráticas. A Constituição também definiu a segurança como direito de todos e atribuiu à Polícia Federal funções de repressão a crimes de repercussão interestadual e internacional. O impasse está na distância entre competências legais e capacidade operacional, agravada pelas disputas políticas entre Brasília e os governadores. Enquanto o Estado administra suas fronteiras internas, as facções atravessam todas elas.

A divisão ideológica é outro bloqueio. A esquerda fez da defesa dos direitos humanos uma referência fundamental, mas frequentemente encontrou dificuldade para formular uma resposta convincente ao medo da população. Desde o plebiscito do desarmamento, no qual a “bancada da bala”, da qual o ex-presidente Jair Bolsonaro fazia parte, derrotou todas as........

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