A direita avança, o Congresso muda e os estados pesam no segundo turno
O primeiro turno deu a Flávio Bolsonaro mais do que a dianteira na disputa presidencial. Entregou ao candidato do PL palanques fortalecidos, a maior bancada da Câmara e um avanço expressivo no Senado. Lula preservou sua fortaleza nordestina, mas precisará ampliar suas fronteiras eleitorais para vencer em 25 de outubro. A eleição também revela uma mudança na composição da classe política: lideranças mais jovens, familiares de políticos tradicionais e personagens projetados pelas redes sociais ganham espaço, combinando renovação geracional e continuidade de correntes ideológicas e oligarquias conservadoras no poder.
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A geografia mostra o desafio. Lula venceu em todos os estados do Nordeste, acumula um saldo de aproximadamente 11 milhões de votos. Bahia, Pernambuco e Ceará produziram diferenças superiores a 3,2 milhões, 1,8 milhão e 1,8 milhão, respectivamente. Nas demais regiões, entretanto, Flávio somou cerca de 13 milhões de votos de vantagem. A força nordestina permanece indispensável ao petista, mas o resultado demonstra que ela precisa ser acompanhada de maior competitividade nos grandes colégios eleitorais do Sudeste.
São Paulo deu a maior vantagem a Flávio: 3,4 milhões de votos. Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo também contribuíram para sua liderança. Os três........
