A narrativa política se descolou da economia
Ontem o Brasil viveu mais uma eleição legislativa que reforçou o crescimento dos partidos de direita e de extrema direita, colocando o Senado nacional com a maior bancada de direita desde a redemocratização. A economia e a política caminham de mãos dadas - dão alguns choques de vez em quando -, mas carregam aspectos que acabam por explicar as ondas de maior abertura aos progressistas e outras, aos conservadores, em referência aos campos de esquerda e de direita, respectivamente. O que não mudou nessa eleição: a polarização.
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O Brasil vive um processo democrático jovem, se considerarmos o fim do regime de ditadura militar prevalente até o início dos anos de 1980. Desde o governo de José Sarney até o terceiro mandato do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alternamos períodos de crise e de expansão. Algo mudou estruturalmente a partir de meados de 1993: o Plano Real e o fim da hiperinflação. O país começou a desenhar outras políticas para além de pacotes de estabilidade de preços; ingressou no rol dos países com políticas públicas estruturantes.
Alguém para curar um país enfermo
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Uma oportunidade para zerar o jogo
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Governo e BC com embates na agenda
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Fernando Henrique Cardoso deixou sua marca como Ministro da Fazenda e depois como presidente, por dois mandatos - esqueçamos a que preço foi forjada a reeleição! Mas nem tudo foram flores: entre 1995 e 2002, o PIB médio apresentou crescimento modesto, da ordem de 2,4% a.a.; a inflação média ficou controlada, porém em patamares ainda elevados (9,2% a.a.); e o desemprego médio foi de 11,4%. O país começou a sentir o gosto de uma economia mais estável, com instituições sendo constituídas em processos ainda frágeis, mas promissores.
Luiz Inácio Lula da Silva assume, em 2003, após três tentativas, e se depara com uma........
