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Depois do divórcio, eles querem continuar sendo pais

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14.10.2026

Por Ana Flávia Sales e Cristhiane Simões

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Durante muito tempo, o roteiro das separações com filhos parecia quase pronto: as crianças permaneciam com a mãe, o pai pagava a pensão alimentícia e a convivência acontecia, em regra, em finais de semana alternados. Esse modelo começa a mudar.

Na advocacia especializada em Direito das Famílias, temos acompanhado um movimento cada vez mais frequente de homens que, depois do fim do casamento, não querem ser apenas “pais de finais de semana”. Querem buscar os filhos na escola, levá-los às atividades, acompanhar reuniões, consultas médicas, tarefas de casa e compromissos. Querem dormir e acordar com os filhos durante a semana.

Querem participar da vida real deles.

Essa mudança não começou no divórcio. Ela é resultado de uma transformação que já vinha acontecendo dentro das próprias casas.

A formação das famílias mudou. Hoje, em muitos lares, ter um filho é uma decisão pensada, planejada e muito esperada. Há casais que passam anos organizando a vida profissional e financeira antes da chegada de uma criança. Outros enfrentam tratamentos de reprodução assistida, dificuldades para engravidar ou simplesmente esperam o momento que consideram adequado.

Ao mesmo tempo, também mudou a presença masculina no ambiente doméstico.

O pai que chega do trabalho e espera que a mãe resolva tudo relacionado aos filhos ainda existe, mas essa já não é a única realidade das famílias brasileiras.

Há pais dando banho, trocando fralda, preparando mochila, fazendo dever de casa, levando ao pediatra, participando de reunião escolar, buscando nas atividades, preparando jantar e colocando a criança para........

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