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O laço e o sertão, 100 anos da Coluna Prestes em Minas

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14.04.2026

Liderada pelos “tenentes” Miguel Costa e Luís Carlos Prestes, em 26 de abril de 1926, as tropas revolucionárias da Coluna Miguel Costa-Prestes – que se popularizou como Coluna Prestes – chegaram ao distrito de Taiobeiras, que integrava o município de Salinas, no Norte de Minas Gerais. Eram cerca de 1.500 homens, sobretudo oficiais de baixa patente, genericamente chamados “tenentes”, que, entre abril de 1925 e fevereiro de 1927, empreenderam a longa marcha: 25 mil quilômetros por 16 estados brasileiros. Levavam a mensagem revolucionária, no contexto do movimento tenentista, expressão do embate entre, de um lado, as oligarquias agrárias de Minas Gerais e de São Paulo – que se revezavam no poder pela política do “café com leite” e, do outro, a reação das oligarquias de estados não produtores de café, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Pernambuco.

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A farsa do fim da reeleição

 A Coluna Prestes lutava contra a oligarquia agrária e os fundamentos da República Velha, naquele momento, sob o governo presidencial do mineiro Arthur Bernardes. Propunha, entre outras demandas, assegurar o regime da Constituição de 24 de fevereiro de 1891; estabelecer ensino primário gratuito e ensino profissionalizante e técnico em todo o país; assegurar a liberdade de pensamento; unificar a Justiça, colocando-a sob a égide do Supremo Tribunal Federal; unificar o regime eleitoral e estabelecer o voto secreto e obrigatório.

A incursão da Coluna Prestes por Minas Gerais se estendeu por dez dias, entre 19 e 29 de abril, descortinando aos revolucionários o abismo entre o Brasil urbano e o sertão. Foi em Minas que a........

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