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Begonha Caamanho, María Xosé Queizán e Georges Brassens no Calvário

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11.05.2026

Literatura Begonha Caamanho, María Xosé Queizán e Georges Brassens no Calvário

Nas últimas semanas tive a rara fortuna de trabalhar com três textos em volta de Begonha Caamanho, no meu emprego como editor da Através, a chancela editorial da Associaçom Galega da Língua (AGAL). São os textos que conformam o volume Begonha Caamanho, uma das nossas, da autoria de Charo Lopes e Lara Rozados os dois maiores e de Isaac Lourido um terceiro texto introdutório, construído a partir da leitura daqueles.

Dada a minha posição de editor e de pessoa economicamente dependente do sucesso de livros como este, talvez não seja adequado que dedique muito espaço neste texto a loar o seu rigor, a sua honestidade nem mesmo, nalguns trechos, o delicioso da sua prosa, embora todos estes aspetos sejam incontornáveis na sua leitura. Preferia, simplesmente, especular.

Especular. Jogar com os espelhos, dir-se-ia. Especular. Uma palavra transparente esta: a sua natureza prismática, poliédrica, informa-nos também do seu âmbito semântico, o das luzes, os reflexos, as visões. Não é a única palavra desse espaço significativo que joga com as imagens; também, por exemplo, a pessoa que lê é lente na medida em que deixa passar ao seu través a luz de um texto de uma maneira singular e irreplicável. Mas não posso ignorar o facto de que foi especular uma das palavras utilizadas por Lara Rozados no seu texto (em específico: “este jogo especular”), como também não que a palavra causou incompreensão à pessoa que fez a correção linguística, que decidiu destacá-la, o que sem dúvida está relacionado com que eu a deixasse cair no parágrafo acima. Quero então, também eu, propor um jogo especular: uma especulação.

O trajeto parte da Begonha Caamanho menina, que –conta Charo Lopes– toma as primeiras aulas de língua francesa numa academia do bairro viguês do Calvário e que........

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