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Crónicas de Lisboa: Quando a Natureza Se Zanga

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05.02.2026

“….o vento sopra onde quer e tu ouves a sua voz, mas não sabes donde vem nem para onde quer ir…”- Evangelho S. João

Um dia, um jovem e o seu pai, caminhavam por um daqueles trilhos existentes nas serras e parques, por lazer, como faziam com regularidade, e foram surpreendidos por uma tempestade com relâmpagos, trovões, ventos fortes e chuva diluviana e granizo. O cenário era assustador e abrigados, como puderam, debaixo dum penedo daqueles que desafiam a gravidade, ficaram em silêncio meditativo, observando a força indomável da natureza, tal a violência com que atacava e vencia as árvores, algumas centenárias e de grande porte físico.

– Pai, para que servem as tempestades? – perguntou o jovem. Surpreendido pela pergunta do filho, o pai demorou algum tempo a responder, pois a questão era profunda e ele nunca tinha pensado nisso. Mas esta exigia resposta e o pai, homem que já testemunhara muitos atos violentos da mãe-natureza, respondeu-lhe: – Servem para testar a resiliência, a coragem e a força dos homens, bem como a resistência das suas infraestruturas e a organização geoeconómico/social. Quando são menos violentas, servem também para purificar e renovar a natureza, pois também nela só os mais fortes resistem. Já pensaste que o vento abana as árvores para que se libertem das folhas e dos ramos mortos, mas também é capaz de destruir as mais........

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