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Guerra, paz e consciência cristã

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10.04.2026

Entre a retórica da guerra e o apelo à paz

Num mundo saturado de discursos inflamados, alianças frágeis e ameaças veladas, a palavra “paz” corre o risco de se tornar apenas um ornamento diplomático, muitas vezes repetida, mas raramente assumida. É neste contexto que a recente mensagem pascal do Papa Leão XIV ganha particular relevância: não como mais um apelo genérico, mas como uma interpelação direta à consciência do mundo.

Na sua mensagem, o Papa foi claro: “é urgente acabar com as guerras e procurar a paz com o diálogo”. A frase, simples e desarmante, expõe a evidência que tantas vezes é ignorada: a guerra não é inevitável, é uma escolha. E, como todas as escolhas humanas, carrega responsabilidade moral.

A guerra como falência ética

A tradição cristã nunca romantizou a guerra. Mesmo quando admitiu, em contextos históricos específicos, a doutrina da “guerra justa”, fê-lo com critérios exigentes que hoje parecem quase impossíveis de cumprir. No cenário atual, marcado por interesses económicos, manipulação informativa e desumanização do adversário, a guerra revela-se cada........

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