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Os pobres «devolveram» a fé a Tolstói

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29.09.2026

Educado na fé cristã ortodoxa, León Tolstói, quando tinha dezoito anos, «já não acreditava em nada do que lhe tinham ensinado».

Dois anos antes, «deixara de rezar, de ir à igreja e de comungar». 

No seu discernimento – com algum preconceito? –, entendia que a crença impactava sobretudo «as pessoas mais boçais, cruéis e imorais, mas que se consideravam muito importantes».

Não espanta que, mais tarde, tenham sido «os crentes pobres, simples e incultos, como os peregrinos e os camponeses (mujiques)», a concorrer para o seu regresso à fé.

Como é que um intelectual desta magnitude – «Guerra e Paz» e «Anna Karenina» assim depõem – consegue inalar sapiência em pessoas (aparentemente) tão........

© Diário do Minho