Os pobres «devolveram» a fé a Tolstói
Educado na fé cristã ortodoxa, León Tolstói, quando tinha dezoito anos, «já não acreditava em nada do que lhe tinham ensinado».
Dois anos antes, «deixara de rezar, de ir à igreja e de comungar».
No seu discernimento – com algum preconceito? –, entendia que a crença impactava sobretudo «as pessoas mais boçais, cruéis e imorais, mas que se consideravam muito importantes».
Não espanta que, mais tarde, tenham sido «os crentes pobres, simples e incultos, como os peregrinos e os camponeses (mujiques)», a concorrer para o seu regresso à fé.
Como é que um intelectual desta magnitude – «Guerra e Paz» e «Anna Karenina» assim depõem – consegue inalar sapiência em pessoas (aparentemente) tão........
