1,5 milhões de mortos na Rússia-Ucrânia: o cinismo do Ocidente
A guerra na Rússia, iniciada na Crimeia e nos territórios de falantes de Russo seguida de resposta e invasão de Moscovo em larga escala a 24/2/22, transformou-se no conflito armado mais sanguinário na Europa desde a II Guerra Mundial. Mais de 3 anos depois, as estimativas calculam um número total de baixas – entre mortos e feridos, acrescendo militares e civis dos dois lados – que anda perto de 1,5 milhões de pessoas. Trata-se duma cifra que, mesmo tendo em consideração a margem de incerteza inerente a qualquer guerra em curso, faz transparecer a tragédia dum embate que poderia, em várias alturas, ter enveredado por um rumo diverso no caso de haver vontade política verdadeira para o diálogo. Do lado russo-russo, as perdas são muito pesadas. Relatórios de serviços de inteligência ocidentais, bem como investigações independentes conduzidas por meios como a BBC e o Mediazona, estimam mais de 1 milhão de soldados russos mortos ou feridos com gravidade. A estratégia do Kremlin tem se fundamentado em vagas seguidas de assaltos frontais, no recurso, de........
