Trabalhador me considero
Há coisas na linguagem corrente que me deixam algo perturbado: essa de considerar ‘trabalhador’ só (ou essencialmente) quem usa a força física para entrar em tal categoria sociocultural. Isso se percebe de forma quase atroz aquando da celebração do dia ‘1.º de maio’ como o dia do trabalhador. De facto, certos conceitos estão como que eivados de mentalidade dialético-marxista, desde a formulação até à prossecução das tarefas sociais mais elementares. Urge, por isso, corrigir os conceitos e, sobretudo, colocar-se em conformidade com o valor/valorização do próprio trabalho.1. Mesmo sem pretendermos envernizar de cristianismo o trabalho, este é, de per si, um valor humano e um atributo de humanização. Com efeito, o recurso ao não-trabalho – sobretudo no contraste com a preguiça ou ao menos um certo sucesso fora do mundo do trabalho – parece ser para muitas pessoas algo a cultivar e quase a preferir à ação de contributo com a obra criadora de Deus.
Se consultarmos o Catecismo da Igreja........
