Uma profunda insatisfação
Já lá vão os tempos em que esperava com curiosidade a publicação do volume anual da OCDE Education at a Glance, por causa da massa de informação contida e das comparações que permitia estabelecer entre a realidade nacional e a dos outros países participantes. A pouco e pouco fui percebendo as insuficiências de alguns dados usados em relação a Portugal e a forma como uma metodologia aparentemente rigorosa e objectiva podia conduzir a interpretações e conclusões enganadoras.
O caso dos salários tornou-se evidente a partir do momento em que começaram os congelamentos na progressão na carreira e os cortes durante os tempos da presença da troika por cá. A OCDE insistia em fazer comparações com os valores nominais dos salários em determinados pontos da carreira, ignorando a enorme diferença em relação aos........
