Meu querido mês de Agosto,
Escrevo-te para pedir que não termines, que te estiques o mais possível e me obrigues a parar. Terias, porventura, a bondade de me receber em dias quentes, eu não me importo de vestir um casaco ao fim da tarde se preferires um pouco de vento. O calor também cansa.
Os dias mornos do não fazer nada enchem-se de livros, uns a seguir aos outros que me escapa a capacidade de leituras simultâneas. Diz-se que ninguém lê, que está tudo nos ecrãs, pode ser que sim, eu leio até ao final da tarde na paz do campo e, numa prece, faço parecer que um minuto são cinco, que uma hora são duas, que a........
