Vinte anos de atraso
Portugal tem um padrão. Investe pouco em prevenir e muito em reconstruir. Paga o incêndio depois de apagado, a tempestade depois de passar, o apagão depois de resolvido. E volta ao mesmo sítio no ano seguinte.
A Lei de Bases da Proteção Civil foi escrita em 2006. Trabalha com dois conceitos, acidente grave e catástrofe, pensados para emergências curtas e localizadas. Não enquadra apagões prolongados. Não enquadra falhas sistémicas em cadeia. Não enquadra crises onde energia, comunicações e abastecimento de água colapsam ao mesmo tempo.
A evidência internacional é clara: cada euro investido em prevenção poupa entre quatro e dez euros em resposta e reconstrução. Um Estado que queira levar a sério o dinheiro dos contribuintes não........
