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O irreversível e a exaltação do mal

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27.05.2026

Two roads diverged in a yellow wood

And sorry I could not travel both

É normal que em idades mais avançadas nos atinja e alcance com mais força o peso do irreversível e a aura da nostalgia. Compreendemos que não poderemos nunca mais retomar os caminhos que deixámos por percorrer, os trabalhos que deixámos por fazer, os seres e as coisas que deixámos por conhecer.

Como nos avisa Robert Frost, no seu famoso poema “The road not taken”, não teremos oportunidade de voltar ao bosque onde, na encruzilhada, escolhemos o caminho menos percorrido, para irmos reconhecer o outro caminho, aquele que não tomámos. E mesmo que regressemos a todos os lugares do nosso percurso de vida, nem nós próprios nem esses lugares são já os mesmos. Como amargamente reconheceu o português António Mourão, o tempo não volta mesmo para........

© Diário de Notícias