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A bússola aponta para leste

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19.10.2026

Em Abril, quando Viktor Orbán perdeu as eleições na Hungria, apesar de Washington ter feito campanha por ele, a extrema-direita europeia descobriu que a proximidade a Trump podia ser um passivo. A guerra com o Irão já tinha afastado Marine Le Pen e Alice Weidel da Casa Branca. Partidos da soberania não podiam, sem pudor, aplaudir uma potência estrangeira em campanha nas eleições dos outros.

Bastou uma semana de Outubro para que esse pudor deixasse de pesar. A 10, depois de um acordo com o Kremlin para pôr gasóleo russo nos mercados, Trump disse que a Ucrânia precisava de um novo presidente. A 13, Weidel pedia “um acordo de gasóleo para os alemães”, elogiava o pragmatismo de Trump e dava por falhada a política alemã para a Ucrânia. No dia seguinte, em Bruxelas, Le Pen anunciava que, se for eleita, a França deixará de financiar Kiev ao fim de seis meses, “porque já não temos meios”. Trump não converteu ninguém. Deu cobertura a quem já tinha vontade.

Weidel é o caso mais revelador, porque o elogio a Trump é só a embalagem. Lidera a ala ocidental de um partido cujas federações do Leste sempre........

© Diário de Notícias