Sempre Algarve azul
Nuno Júdice tem razão quando diz que Manuel Teixeira Gomes se evidencia como um dos grandes escritores da nossa língua. A sua prosa é original, o modo como define os sentimentos não tem comparação, o ritmo panteísta é apaixonante, é um cicerone único. “Um sinal de rutura com os hábitos literários da época encontra-se na interseção de géneros na sua escrita: há momentos narrativos, momentos autobiográficos, passagens que poderiam fazer parte de um diário, crítica de arte, apreciações literárias, relatos de viagem: a diversidade não nos afasta nunca de uma lógica que nunca se perde, passando de um tópico para outro de forma natural, refletindo a imensa cultura de quem se mostra identificado com as mais modernas, na sua época, correntes estéticas. É preciso notar que, nesse fim do século XIX e principio do século XX nada de análogo se encontra,........
