Mês da História Negra e democracia: o ‘soft power’ da inclusão num mundo em fragmentação
Num mundo marcado por fragmentação geopolítica, tensão comercial e polarização interna, a preservação das democracias tornou-se uma prioridade central da política externa de países como o Canadá. A questão já não é apenas económica ou securitária. É institucional. É cívica. É sobre confiança.
Em Davos, o nosso primeiro-ministro, Mark Carney, sublinhou que as democracias precisam de instituições fortes, de coesão social e de cooperação entre países que partilham os mesmos valores. Num contexto de crescente competição entre modelos políticos, as potências médias não podem agir isoladamente. Precisam de reforçar alianças, investir no multilateralismo e consolidar a sua própria resiliência interna.
É neste quadro que iniciativas culturais podem assumir um significado estratégico.
No Canadá, o Black History Month é mais do que uma celebração. É parte de um compromisso contínuo com uma democracia plural, onde reconhecer os contributos de todas as comunidades........
